BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Festival Feminista do Porto - ECPv4.6.13//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-WR-CALNAME:Festival Feminista do Porto
X-ORIGINAL-URL:https://festivalfeministadoporto.pt
X-WR-CALDESC:Events for Festival Feminista do Porto
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=UTC+0:20180308T190000
DTEND;TZID=UTC+0:20180308T190000
DTSTAMP:20181017T024211
CREATED:20180226T120604Z
LAST-MODIFIED:20180226T121519Z
UID:1592-1520535600-1520535600@festivalfeministadoporto.pt
SUMMARY:Marcha do Dia Internacional da Mulher
DESCRIPTION:Participação da Batucada Rosa (Associação Cultural Batucada Radical). \n  \nGREVE INTERNACIONAL DE MULHERES: MARCHA TODAS AS VOZES CONTAM \nNo dia 8 de Março\, dia Internacional das Mulheres\, associamo-nos ao apelo internacional e convocamos uma Greve ao Trabalho Doméstico não remunerado. Apelamos também à participação na Marcha Todas as Vozes Contam\, que começa às 19 horas na Praça dos Poveiros. \nAs mulheres são mais de metade da humanidade. Em Portugal\, representamos cerca de 52.6% da população residente. Somos o grande contingente das pessoas sem nenhuma escolaridade (71.2%)\, mas também as que mais concluíram o ensino superior (60.9%). Apesar de ter havido um ligeiro crescimento da partilha da licença de parentalidade\, as diferenças continuam a ser gritantes: em cada 100 crianças que nasceram em 2015\, houve 85\,4% de mulheres que gozaram a licença de parentalidade e só 27\,5% de homens partilharam essa licença. Somos 34% das vozes na Assembleia da República\, mas somo-lo não por uma evolução “natural” da sociedade\, mas porque foi aprovada\, em 2006\, a Lei da Paridade\, e não avançamos para lá dos mínimos impostos pela lei. O nível de diferenciação salarial é\, em média\, de 16.7%\, ou seja\, para trabalho igual temos menos dois meses de salário por ano. 53.6% das pessoas que ganham o salário mínimo nacional são mulheres. Somos quem mais trabalha a tempo parcial\, com as consequências que essa situação tem nas pensões futuras. Os estudos dizem-nos que a maioria das mulheres que entre nós trabalha a tempo parcial o faz apenas porque não consegue trabalhar a tempo inteiro. Somos nós quem continua a dedicar mais tempo às tarefas domésticas e de cuidado. Em média\, trabalhamos em casa mais 1 hora e 45 minutos por dia do que eles. A pobreza continua a dizer-se no feminino\, talvez por isso\, nos últimos anos\, o número de mulheres estrangeiras residentes tenha\, comparativamente\, crescido mais do que o de homens estrangeiros residentes. Somamos mais de metade das pessoas que beneficiam do Rendimento Social de Inserção. Somos 80% das vítimas de violência doméstica e 90.5% das vítimas de crimes sexuais. Um em cada 4 jovens considera a violência no namoro normal\, precisamente porque os comportamentos violentos e intrusivos não são reconhecidos como tal. O assédio sexual no trabalho ou no espaço público entrou\, finalmente\, no debate social\, pondo fim a anos de silenciamento\, desvalorização e ridicularização das nossas denúncias. As denúncias tornadas públicas no último ano demonstram\, de uma forma avassaladora\, o que já sabíamos: o assédio sexual é uma forma bastante comum de exercício do poder no local de trabalho e um instrumento de subordinação feminina quando transforma o espaço público em espaço de desigualdade e violência. A cultura da violação continua enraizada na sociedade\, transformando a vítima em responsável pela violência que sofreu: a forma como nos vestimos\, os locais que frequentamos\, as horas a que circulamos no espaço público continuam a servir de desculpa e atenuante para as violências que sofremos. \nPercebemos que a democracia tem transformado o país e os modos de nele se ser mulher\, mas concluímos também que a velocidade da mudança é demasiado lenta\, quando pensamos que é das nossas vidas que se trata. Deste retrato do país emerge a urgência da transformação dos quotidianos. Por essa razão\, associamo-nos à Greve Internacional de Mulheres convocada para 8 de março\, apelando à greve ao trabalho doméstico não remunerado e às tarefas de cuidado\, assim como apelamos a todas as pessoas para participarem na Marcha Todas as Vozes Contam\, também no 8 de março\, a começar na Praça dos Poveiros às 19 horas. \nSomos hetero\, somos lésbicas\, somos trans\, somos cis\, somos tudo aquilo que o prazer consentido nos permite explorar. Somos portuguesas\, somos brasileiras\, somos cabo-verdianas\, somos de todas as cores e lugares\, porque para nós não há fronteiras. Somos altas\, somos baixas\, somos gordas\, somos magras\, somos loiras e morenas também\, somos de todas as formas e cores que é possível imaginar. Somos doutoras\, somos estudantes\, somos operárias\, somos precárias\, somos desempregadas\, mas não somos resignadas. Somos do norte e somos do sul\, do litoral e do interior\, somos de todos os cantos do mundo\, porque onde houver desigualdade uma feminista se levantará. Somos tu e eu\, somos nós\, somos todas. Somos todas juntas com a nossa voz a contar. \nNo dia 8 de março\, estaremos em greve! No dia 8 de março\, marcharemos pelas ruas da cidade! \n  \nEncontro de Mulheres 2018| Todas as vozes contam\nFestival Feminista do Porto\nParar o Machismo\, Construir a Igualdade\nSomos Blergh \n\n\n\n\n\nPartilhar isto:Carregue aqui para partilhar no Twitter (Opens in new window)Clique para partilhar no Facebook (Opens in new window)Click to share on Google+ (Opens in new window)Carregue aqui para imprimir (Opens in new window)Click to share on Pinterest (Opens in new window)Click to share on Telegram (Opens in new window)Click to share on WhatsApp (Opens in new window)
URL:https://festivalfeministadoporto.pt/evento/marcha-do-dia-internacional-da-mulher/
LOCATION:Praça dos Poveiros\, Porto\, Portugal
CATEGORIES:2018,Acção de rua,Tarde
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://festivalfeministadoporto.pt/wp-content/uploads/28058893_7587080909864.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR