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SUMMARY:Resistências Des/enterradas: História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias
DESCRIPTION:Conversa/debate de apresentação e reflexão sobre a exposição “Resistências des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das mulheres nas lutas anti-autoritárias” e sobre o processo de elaboração da mesma. Como é que podemos desenvolver um projecto historiográfico sobre mulheres sem reforçar a presunção da existência de um sujeito unitário\, estável e universal? Que relações de dominação e de exclusão emergem quando se pretende resituar as mulheres na História? Que história(s) desenterrar neste rectângulo geográfico? Como é que podemos fugir à reprodução de leituras hegemónicas\, à colonização epistémica das resistências\, à apropriação de outras vidas? Como é que podemos gerir e suplantar o carácter eurocêntrico do anarco-feminismo? Estas e outras interrogações fazem parte do nosso caminho. Para estas e muitas outras não haverá respostas peremptórias\, exactas e singulares. É justamente aqui que se situam as nossas inquietudes políticas\, mas é também aqui que cultivamos as potências da acção anarquista e um devenir histórico livre das estruturas de dominação. \nMais…\nO anarco-feminismo existe hoje na Ásia\, na América do Sul\, em África\, na América Central\, nas Caraíbas e em outras partes do globo\, mas tem constituído historicamente uma filosofia ocidental. Enquanto corrente anarquista que contempla a luta contra o cisheteropatriarcado no combate à hierarquia e à autoridade\, o anarco-feminismo tende a ser associado na sua génese a Emma Goldman e a Voltairine de Cleyre que\, a partir dos finais do séc. XIX\, começaram a problematizar especificamente a opressão das mulheres em diferentes áreas (e.g.\, trabalho doméstico\, maternidade\, casamento\, sexualidade). Apesar dos seus inúmeros contributos para a transformação social\, concentraram a sua atenção sobretudo nas lutas das mulheres na Europa e na América do Norte. Desde o final da década de 1960\, o anarco-feminismo tem procurado solidarizar-se com as lutas organizadas em outras geografias (e.g.\, Mujeres Creando) mas ainda há um longo caminho a percorrer. As mulheres não experienciam a opressão da mesma maneira\, essa depende do cruzamento de diferentes eixos (e.g.\, género\, classe\, ‘raça’\, etnia\, sexualidade e proveniência geográfica). E faz parte da acção política contemplar esta diversidade e questionar a(s) universalidade(s).\nNo âmbito deste projecto embrionário\, procurámos incluir mulheres que estão historicamente ligadas ao movimento anarco-feminista\, de diferentes geografias e de múltiplos lugares de enunciação\, bem como mulheres que constroem resistências anti-autoritárias mas que não reclamam o rótulo de “anarquista” para si e para a sua acção política. Do Japão à Argentina\, do Brasil à França\, da Nigéria ao Estado Espanhol\, as mulheres desafiaram as normas de género e tomaram as casas\, as fábricas\, as ruas\, as barricadas. Desde que as lutas sejam anarco-feministas ou anti-autoritárias\, manifestamos solidariedade e visibilizamos as suas histórias\, perspectivas e memórias\, num esforço contínuo para estarmos conscientes dos nossos lugares\, limitações e impossibilidades. \n  \n\n\n\n\n\nPartilhar isto:Carregue aqui para partilhar no Twitter (Opens in new window)Clique para partilhar no Facebook (Opens in new window)Click to share on Google+ (Opens in new window)Carregue aqui para imprimir (Opens in new window)Click to share on Pinterest (Opens in new window)Click to share on Telegram (Opens in new window)Click to share on WhatsApp (Opens in new window)
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LOCATION:Rua João das Regras\, 151\, Porto\, Portugal
CATEGORIES:2018,Debate - Tertúlia - Mesa redonda,Noite
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