De 4 de Maio a 22 de Junho

ARTISTAS : Andréa Acker (BR) / Bruna Alcantara (BR) / Carolina Alberton Leipnitz (BR) / Giulia Cerioli (IT)/ Juliana Naufel (BR) / Juliano Mattos + FIBRA – Frente de Imigrantes Brasileiros Antifascistas do Porto (BR)/ Luiza Porto (BR) / Malena Albarracin (AR) / Márcia Bellotti (BR) / Teresa Lenzi (BR) / Tereza Beirão (BR) / Sara Lemos (PT)/ Helena Topa, Emanuel de Sousa, Daniela Gonçalves, Olinda Favas (PT).

CURADORIA: Festival Feminista do Porto / Alícia Medeiros / EARLYMADE Cedofeita

Sinopse: A arte feminista destaca as diferenças sociais e políticas que as mulheres experimentam em suas vidas. O ganho esperançoso desta forma de arte é trazer uma mudança positiva e compreensiva para o mundo, na esperança de levar à igualdade. É a prática que procura desafiar o domínio dos homens na arte e na sociedade, para obter reconhecimento e igualdade para mulheres artistas, e para questionar suposições sobre feminilidade e outros estereótipos de gêneros.
A arte feminista é uma praxis ativista, contestadora e revolucionária.
Xs artistas aqui reunidxs, de diferentes países, contextos e motivações formam uma pequena amostra de uma prática artística diária, política e transformadora.

“A questão ‘por que não houve grandes artistas mulheres?’ Levou-nos à conclusão, até agora, que a arte não é uma atividade livre, autónoma de um indivíduo super-dotado, ‘influenciado’ por artistas anteriores e, mais vagamente e superficialmente por ‘forças sociais’, mas sim, que a situação total de fazer arte, tanto em termos de desenvolvimento do artista e na natureza e qualidade do trabalho de arte em si, ocorrem em uma situação social, são elementos integrantes desta estrutura social, e são mediados e determinados por instituições sociais específicas e definidas, sejam elas academias de arte, sistemas de comissariado, mitologias do criador divino, o artistas enquanto homem(viril) ou marginal social.” (Nochlin, 1988, p. 158)

Nochlin, Linda. (1988). Why Have There Been No Great Women Artists? In Linda Nochlin (Ed.),Women, Art, and Power: And Other Essays (pp. 147-158). USA: Westview Press.

Apresentação da Revirada, revista feminista e debate dinâmico sobre o tema da 5ª edição da revista: “Feminismo anti-fascista: como organizamos a luta do dia a dia?” Quer ser um espaço de reflexão e de compartilhar opiniões e experiências que façam frente ao fascismo, ao neoliberalismo, a um sistema que não está a garantir o bom-viver de todas as pessoas e especialmente torna vulneráveis às mulheres e identidades de género ou sexuais não normativas. Podemos fazer mobilizações globais, protestos na rua, mas como é que se constrói uma alternativa no nosso dia a dia? Podemos viver fora do sistema? Podemos nós criar o nosso próprio sistema? Procura que o debate não fique só em acção-reacção mas que se desenvolvam também propostas de reflexão e construção dum mundo feminista.

(PT) A performance nasce da leitura das ‘Novas Cartas Portuguesas‘ de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, e revisita a paixão da mulher na nossa sociedade contemporânea, da paixão pela paixão à paixão pelo mundo. Usando partes das referidas cartas e textos criados para o efeito a performance fará uso da palavra oral e escrita, da acção sobre o corpo e ainda de imagens desenhadas no espaço performativo.

(EN) Performance around the role of women in the contemporary Portuguese Society based in the project of Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa: “New Portuguese Letters”, written during 1971, while Portugal was under the Salazar dictatorship – using parts of the original text, news, and text written by the artist. The strange narrative is accompanied with the unveiling of a painted banner with a sequence of eight episodes that portray the roles women are still expected to play in our society.

Sobre Carla Cruz:
O trabalho de Carla Cruz experimenta com formas de colectividade, autoria e praticas que tomam lugar fora, e em questionamento constante, do mundo da arte. A sua investigação resultou nos projectos, All My Independent Wo/men (2005-2013) e ASTILHO. Carla tem um doutoramento em prática artistica pela Goldsmiths University of London com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia; foi recentemente bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian com o artista Antonio Contador na Gasworks/Open School East; e foi investigadora, apoiada pelo Arts and Humanities Research Council e o departmento de Arte da Goldsmiths, com base no centro comunitário The Mill.

About Carla Cruz: Carla Cruz is a Porto-based artist whose projects experiment with forms of collectivity, the erasure of authorship and practices that take place outside and in defiance of the mainstream art system. Carla’s research has resulted in the genesis of a community cultural centre in Guimarães, rural Portugal called RASTILHO and All My Independent Wo/men. Carla has a PhD by Goldsmiths University of London – funded by Fundação para a Ciência e a Tecnologia; she was in residency at OSE/Gasworks with Antonio Contador in 2015 with the support of the Calouste Gulbenkian Foundation; and did an AHRC funded Research Associate for Goldsmiths’ Department of Art, based at the community centre The Mill.

Nós somos a Catarina, a Laura e Gael, e juntxs formamos o Cometa Olímpico, que é um projecto de música original. Através das nossas composições, gostaríamos de dar o nosso contributo para que a diversidade seja encarada como uma riqueza, e portanto defendemos com guitarradas aquilo em que acreditamos.
E acreditamos no direito à diferença, acreditamos na liberdade para amar seja quem for, independentemente do seu género, acreditamos que as mulheres são seres de sangue na guelra, muito mais que mães de filhos e mulheres de maridos, mulheres de si mesmas e basta, acreditamos que seres humanos de todos os tons e feitios são um regalo para os olhos e tornam o mundo um jardim mais florido, e acreditamos que os géneros são como os chapéus: há muitos e cada um sabe do seu. É sobre isto que compomos e sobre isto que cantamos.

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