Em sua tese de doutoramento, Sabela Fraga Costa realiza uma crítica ao sistema de representação desde a ironia feminista na arte. Neste projeto de investigação se analisa o poder da imagem, a criação dos discursos e os efeitos do imaginário social patriarcal e capitalista nas vidas das mulheres. Com esta pesquisa pretende-se por um lado activar o pensamento crítico em relação ao sistema visual a través dos trabalhos das artistas que tentaram desmantelar os imaginários patriarcais empregando o apropiacionismo, o humor e a ironia feminista, e por outro, destacar a necessidade de intervir nesses discursos hegemónicos com novas linguagens e métodos criativos.

Esta palestra visa, de maneira acessível a pessoas de diversas idades e origens, apresentar elementos sociais, políticos, econômicos presentes na pesquisa de tese sobre feminino em tecnologia (gênero, comunicação, empreendedorismo, empoderamento) de Renata Frade. A tese está sendo desenvolvida em doutoramento realizado na Universidade do Porto & Universidade de Aveiro. Quais são os desafios atuais (profissionais, educacionais), as principais conquistas nos últimos anos, como cada mulher pode romper um dos últimos campos dominados pelo patriarcado, soluções para estas questões serão apresentadas neste debate junto ao público.

MULHERES DE PAPEL
de Helena Topa


Comecemos pelos palavrões e pelos insultos, para não haver dúvidas: sexismo, patriarcado, machismo, identidade de género, orientação sexual, trabalho sexual, estereótipos, discriminação.
Não, palavrões não, que é feio para uma menina ou para uma senhora. Então tomem lá esta: suas a̶m̶é̶l̶i̶a̶s̶! Não se escreve com letra grande? Até aparece com sinal de erro e tudo! Mas é para ser insulto. Embrulhem!

Agora, fora de palavrões e insultos, falemos das quatro mulheres que aqui aparecem, quatro personagens à procura da vida, a que não têm, por serem de papel. Quatro mulheres que não existem, cada uma à sua maneira, mas que, não existindo, mostram mais do que é ser mulher do que qualquer mulher de carne e osso. Por isso mesmo, por serem de papel, por serem ficções, inventadas, sem corpo, dizem mais acerca de quem nasceu com o carimbo “F” do que alguma mulher teria coragem de dizer ou de pensar acerca de si mesma, acerca de onde veio e por onde anda na vida.

performance a partir de textos de HELENA TOPA
dramaturgia, encenação, dispositivo cénico, dispositivo vídeo EMANUEL DE SOUSA
interpretação DANIELA GONÇALVES, OLINDA FAVAS
apoio EARLYMADE Cedofeita

duração 60 min (aprox)
faixa etária M/12

Sinopse: O corpo não deve viver em conformidade com a posição que lhe é oferecida pela sociedade se essa não for a sua escolha. Há uma voz, uma vontade de se expressar. Durante muito tempo as mulheres utilizavam as chamadas “artes domésticas” como forma de se expressarem; nem sempre a sua voz era ouvida e tida em consideração. Através de ações repetitivas, intermináveis e sem finalidade útil, que culminam na materialização das limitações impostas ao corpo feminino são, inevitavelmente, estabelecidos diálogos entre o ato e o espaço expositivo, a introspecção e a autoexposição, a vitalidade e a ausência.

– ficha artisitica:
criação de Nadina Soares
Performance de Gabriella Modesto
Produção de Marta de Baptista
Coprodução: Capivara Azul
Agradecimentos: Elisa Jesus, Albertina Dias, Zélia Moura, Vitor M de Sousa, Hélder Maia, Marta Silva, Célia Capelo, ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Belãcril – Fábrica de Tecidos, Fábrica de Tecidos de Vilarinho, Fábrica de Malhas e Tecidos Benfer, Beldata Norte Tex, Confetil – Confeções Téxteis

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