Esta proposta pretende criar um mural pela justiça e memória da tragédia ocorrida no Hogar Seguro Virgen de la Asunción no passado 8 de Março de 2017 na Guatemala. Este mural é um exercício de memória coletiva e dignidade das 56 meninas da Guatemala e uma contribuição contra a impunidade e o esquecimento.

Após denúncias por abusos sexuais e físicos e más condições no lar, um grupo de crianças fugiram, apenas para serem capturadas pela Polícia e devolvidas ao lar. Aí, 56 raparigas foram encerradas numa pequena sala.

Com o intuito de conseguirem se libertar, prenderam fogo a um colchão, mas não foram libertadas a tempo, tendo morrido 41 raparigas, sendo que as 15 sobreviventes ficaram em estado grave, tendo algumas sido amputadas.

É um exercício de memória coletiva e dignidade das 56 meninas da Guatemala e uma contribuição contra a impunidade e o esquecimento.

Junto com a criação do mural propomos um espaço de sensibilização e apoio às raparigas sobreviventes através das organizações que as estão a apoiar e a lutar pela justiça.

Uma década após a Grande Recessão, crise económica, financeira e social que obrigou à implementação de medidas políticas que provocaram alterações significativas no que respeita aos níveis de bem-estar e qualidade de vida da população portuguesa, importa retomar a reflexão sobre as dinâmicas de liderança/tomada de decisão numa perspetiva da polis. Com a realização da conversa-debate (duas horas de duração) “ReInventando Lideranças: ouvindo as mulheres negras”, a Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens pretende debater as questões relacionadas com as lideranças partilhadas e os feminismos negros na atualidade, nomeadamente ouvir as vozes e reflexões de Elaine Santos, doutoranda em Sociologia no Centro de Ciências Sociais da Universidade de Coimbra, e de Joacine Katar Moreira, presidente do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal, partindo do mote que a Associação Espaços tem trabalhado: “nesta era do Espaço Global, os/as líderes deixaram de ser messiânicos/as ou tirânicos/as? Os processos de liderança mudaram? Há espaço para a expressão de vontades coletivas, para a inovação colaborativa, para o assumir do risco do erro, para a co-criação? A forma como a liderança era exercida no século passado tornou-se inadequada. No século XXI, que pessoas podem ser líderes? Como deverão desempenhar as tarefas de liderança?” (Koning, 2012, p.18), mas com os contributos da experiência vivida destas 2 mulheres negras: Elaine, investigadora brasileira a residir há 3 anos em Coimbra; e Joacine, investigadora nascida em Bissau, mas a residir na Grande Lisboa há mais de uma década. Para além do discurso das 2 convidadas, a fala das mulheres negras será ainda ouvida através da leitura de textos de várias feministas negras.

A consciencialização em torno da violência obstétrica em Portugal ainda está em fase embrionária. Apesar de existir consenso de profissionais em torno de práticas que são danosas às mulheres, injustificáveis por perpetuarem-se sem qualquer embasamento científico, de existirem recomendações expressas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o que é abusivo no atendimento no momento da gravidez ou interrupção da mesma, parto e pós-parto, pouco se fala sobre o assunto. Esta, que é mais uma faceta da violência de género, não está reconhecida oficialmente pela lei do país, sequer. No entanto, pode e deve ser denunciada. O objetivo deste workshop é dotar xs participantes de conhecimento e ferramentas para identificar e denunciar o abuso obstétrico.

Facilitadoras

Romana Naruna: Doula de pós-parto e Conselheira em Aleitamento Materno no projeto A Puérpera. Atualmente membro da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e no Parto e da Rede Portuguesa de Doulas, é licenciada em Comunicação Social – Jornalismo e possui treinamento em Psicologia do Puerpério.

Vânia Simões: Advogada, jurista e membro da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto. É pós-graduada em Direito da Medicina pela Faculdade de Direito de Universidade de Lisboa e autora de diversos estudos em curso de publicação na área do direito penal médico. É doutoranda em Direito na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

Girls can make balkan music too!
Stara Mula é uma banda, nascida e residente no Porto, que se dedica à música dos “Balcãs”, ou seja, do sudoeste europeu. “Balkan” é uma palavra turca que significa “montanhas afiadas”, montanhas essas talhadas por diferentes grupos étnicos da zona, cuja música tradicional é caracterizada por ritmos complexos e melodias que metem qualquer corpo a vibrar.
A banda é formada por sete moças de diferentes origens (Portugal, Galiza, Polónia e Hungria), o que contribui para a riqueza da sua linguagem.

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