Interessada em me conectar a pessoas, me propus a ouvir suas histórias, em momentos de escuta individual. Acredito que, quando uma pessoa conta a sua história, passa a criar uma narrativa sobre a própria vida, e pode ter uma percepção diferente de si. Para o Festival Feminista, a diretora de teatro Bianca Stanea e eu estaremos em frente ao Centro Comercial Cedofeita, ouvindo mulheres contando suas histórias. Não estamos coletando informações, é um convite para o encontro e para a criação conjunta.
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Nós também te convidamos a trazer um objeto que não queira mais, para deixá-lo conosco.
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Interested in connecting with people, I decided to listen to their stories in an intimate one one one environment. I believe that when a person tells their story, they begin to create a narrative that might lead to a change of perception about their own life. For the Feminist Festival, the theatre director Bianca Stanea together with me, will be listening to women telling their stories in front of Centro Comercial de Cedofeita. We are not collecting information, but we are inviting you to meet and to create together.
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We also invite you to bring us an object that you want to let go off, and we will take care of that for you.

Persona
Barcelona
30 mm
Performer: Alice Ferreira Pereira

Identidad híbrida con origen multiterritorial en trans.mutación.

Esta performance foi pela primeira vez apresentada num evento onde a temática era a dissolução da identidade que podia ser cultural, de gênero, individual, coletiva, digital, visual. A minha eleição foi reflectir sobre a identidade de gênero.
Esta é-nos apresentada sob a forma humorística de uma aula de idioma para estrangeiros, neste caso castelhano. Onde exploro a ambivalência do verbo ser e estar (soy y estoy), e a sua temporalidade o verbo ser algo é apresentado com uma característica definitiva “Eu sou mulher”, enquanto que o verbo estar algo não permanente como “Eu estou mulher”.
Com esta aproximação vemos a volatilidade de ser e estar, queremos ser ou estar algo, temos a possibilidade de estar em algo sem nos tornarmos esse algo, que nos leva a questionar se a nossa identidade de gênero é uma construção ou uma criação.
Assim podemos questionarmos a origem da nossa identidade e a limitação ou expansão da mesma. Com a possibilidade de viver num outro país fui confrontada com todas estas questões mais do que nunca, tenho a oportunidade para construir uma nova identidade, tendo em conta que já existia uma outra que é parte da minha criação e construção numa outra realidade.

Somos criação ou construção?

Eu sou
Eu estou
Eu sou construção
Eu sou criação

Esta performance terá como objetivo sensibilizar as pessoas para a questão da violência sexual contra as mulheres e divulgar o projeto EIR (Centro de apoio especializado a mulheres sobreviventes de violência sexual, resposta da UMAR – Porto.

“Medo do escuro, medo de estar sozinha à noite, medo de ser observada, medo de ser seguida, medo de ser atacada, medo das propostas indecentes e obscenas, medo dos comentários sobre o corpo, medo dos toques e carícias indesejados, medo de insultos e assobios. Medo, medo, MEDO de ser mulher”.

Em cena estarão um conjunto de mulheres “vítimas” de todo o tipo de violência sexual, fechadas num círculo de onde não conseguem sair.
Através da expressão corporal de cada uma e de uma forte carga simbólica, tentaremos chegar ao íntimo de cada um e cada uma que estiver a passar e a assistir.

Descrever e discutir a experiência de um serviço de atendimento extra hospitalar a mulheres em situação de abortamento em uma maternidade pública do Nordeste brasileiro que se propõe a prestar uma assistência mais “humanizada” a estas mulheres, tendo como pano de fundo a ilegalidade do aborto e a curetagem sistemática no cenário brasileiro.

Ana Gabriela Lima Bispo de Victa

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