Começámos recentemente um programa mensal na Rádio Manobras, com difusão online via Mixcloud https://www.mixcloud.com/ColectivoFeministaPorto

Gostaríamos de propor às dinamizadoras e espectadoras do Festival que fizessem um registo sonoro das atividades em que participassem. Esse registo deverá ser curto (no máximo 3 minutos) e enviado para o nosso email (colectivofeministaporto@gmail.com). O envio deverá ser feito por WeTransfer, indicando o nome e o contacto de quem gravou, o nome do evento e a data em que foi gravado, assim como uma frase que resuma o registo sonoro.

Pretendemos fazer a montagem dos registos que nos forem enviados juntamente com aqueles que nós mesmas formos fazendo, apresentando, no programa de maio, um panorama sonoro daquilo que foi o IV Festival.

MALE ALBARRACÍN (ARG)

Codificada é uma instalação que combina dança, teatro, música e tecnologia em formato participativo performativo.

Interpreto boleros e canções românticas com intenção de visibilizar que não há uma só maneira (heteronormativa e monogámica) de amar.

Cada espectador decide se quer ouvir colocando o par de fones soltos e, nesse ato, elx se torna o únicx espectador auditivo.

É uma experiência dupla. Um trabalho silencioso para a maioria dos espectadores e um encontro sonoro de um para um entre a intérprete e aqueles que se atrevem a usar os fones de ouvido.

ALINE MACEDO (BR)

Religare vem de um anseio pessoal em colocar para fora tudo o que grita, transforma e promove a libertação feminina; é um projeto que aborda as transformações das mulheres de forma simbólica em fotografias criadas a partir de questões reais naquele recorte do tempo. As imagens são resultado de um processo de troca investigativa no qual o mergulho daquela que vê e daquela que é olhada – também por si mesma construída – é parte imprescindível da proposta.

Conhecer a si mesma e a sua história, sabendo os caminhos necessários para a própria libertação, é uma forma intensa de praticar o feminismo na era contemporânea. Tomar consciência sobre forças e potências que residem no nosso feminimo é (re)conhecer que podemos ir além, independente do que a sociedade ainda pensa de nós.

Neste trabalho, pretendi ser uma mola propulsora ao contribuir para o desenvolvimento das mulheres que passaram por mim ao transformar suas dificuldades através da arte e da expressão de si mesmas. Por outro lado, descobri que a cada história representada, modificaram também minhas ideias sobre instinto, verdade, ciclos e superações, me fazendo entender um pouco mais sobre minha própria busca.

“Religare” é apresentada como instalação urbana e encontram-se fixadas nos espaços públicos da cidade do Porto.

Tereza Beirão (BR)

“Mulheres Enlatadas” é uma série de pequenas esculturas que procura expor as relações presentes nos processos de objetificação heteronormativa dos corpos femininos.

A multiplicidade das formas evoca as reais diferenças estéticas individuais. Além disso, propõe questionamentos sobre a reprodução dos ideais de beleza impostos pelos meios de consumo e cultura populares, como nos casos da indústria pornográfica e da publicidade.

“Mulheres enlatadas” é apresentada como instalação urbana e encontram-se fixadas nos espaços públicos da cidade do Porto.

BRUNA ALCANTARA (BR)

Intervenção têxtil sobre impressão digital.

Baseada em declarações machistas e preconceituosas do atual presidente do Brasil, a artista Bruna Alcantara criou a obra O Brasil Pede Socorro.

Com técnicas e variações de arte têxtil e lambe lambe, Bruna exprime no vermelho, o momento de embate intelectual relacionado à gênero, pelo qual passam as mulheres brasileiras.

A cor aqui, saídas das declarações de Jair Bolsonaro, representam o ódio exprimido em cada palavra do político. As obras devem ocupar as ruas do Porto e a galeria onde acontece a exposição coletiva do Festival Feminista.

“O Brasil Pede Socorro” é apresentada como instalação urbana e encontram-se fixadas nos espaços públicos da cidade do Porto.

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